Não quero sair da cama. Talvez nunca na minha vida o deveria ter feito. Em situação alguma o mundo precisou de mim, apenas eu é que preciso dele, infelizmente. Aborrece-me ir enfrentar o mundo problemático lá de fora, ter de ultrapassar a janela, cravar uns bocados de vidro na carne (que o humano não é mal educado e necessita de sofrer e guardar a lágrima), olhar as pessoas e não me limitar à imagem, ter de penetrá-las para lhes sentir o verdadeiro gosto. Que merda, que merda, QUE MERDA!
Chega de risinhos comodistas, de falares sacanas, da musica que não o é, dos que são de esquerda, dos que são de direita, dos que são de meio, dos que são anárquicos, dos que vêm o futuro fatalistas, dos que aguentam isto calados (e se falarem é mentira), basta da raça humana que nada de bom tem feito, que nada de bonito tem criado.
Basta do mundo e dos seus truques de algibeira, da sua necessidade consequente de nos matar e de nunca nos dizer a verdade, e de mim e das minhas contradições e das minhas atitudes absurdas, eu que falo mal de ti, sim de ti que me vês e não fique mal que toda a gente fala mal uns dos outros, só que não se admite que é feio, que preciso do teu abraço e tu mo negas, eu que já tentei fazer-te feliz mas tu quiseste ir ao fundo!
Vou sair da cama, sou obrigado pelo meu progenitor, vou ter de ir comer, de ir tomar banho, de enfrentar a sociedade que não morre sem mim. Vou ter de ir ao mundo. Até já.
estou aqui para ti. sei que não o demonstro mas gosto mesmo imenso de ti, Fábio. és fantástico!
ResponderEliminardispõe.
ahhaha disponho Maria, eu também gosto muito de ti :D
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