Alguém que cala assim, coisa tão aguçada
Muralhas comendo com tenebrosos esforços
Obscura semente leva guardada
Roendo as saudades e engolindo remorsos
Rasgando a pele com mão infeta
Olha o caos que em seu mundo veleja
Miasma ferrenta lhe magoa qual seta
Afoga-se, sem pé, na dor benfazeja
Alguma da gente pergunta se
Mora naquela alma sarna voraz
Obrigam-no, no meio da praça ruidosa, junta, a
Responder sobre que mal é esse tão capaz
Rilhando a dentadura
Ocultando a cara dos narizes enganados
Mia à gente dura, "é
Amor quem acomete meus músculos danados".

