Dos rios de vinho
bebem as estranhas zebras
com as pernas entrançadas nos restaurantes
Seus olhos brilham, charutos fagulhentos
os lábios azedos discutem as mamas da economia e da cultura
Enquanto juntam cascalho à bica
E por trinta dinheiros vendem a cidade aos Leões
Contemplam os mármores da glória
Todos os nomes altíssonantes
capazes de partir cristaleiras
Nomes de gente morta, incapaz de fugir aos néons do marketing
E a esta glória
amarga de tão polida
suja de tão moldada
Fino pêlo púbico de homens,este
que discute o fim da Era entre lagostas
e pãezinhos besuntados de caviar
Agora, é favor chamar o garçon (PSSSST, A SOBREMESA, MENINO)
E assim aparece
Em bandeja limpa
a melhor taça de arroz doce
cremoso e calado
com um fiozinho de canela
para que não se zombe da hospitalidade tão nossa
Partem a surpresa com a colher
Emerge, entre o amarelo, Portugal
Quem merece então essa taça de arroz doce?
ResponderEliminarOs que mandam em nós, distinta flor russa. Sejam eles quem foram
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