Se leram, ouviram, alguma história de amor, se já deixaram cair os olhos, perguiçosos e sonolentos, numa novela parva, até se já sentiram obrigação, por parte própria ou pelo conjugue, de ir assistir a uma comédia romântica com o Hugh Grant, entenderão as próximas perguntas ou como questões filosóficas ,ou como algo inutil e sem resposta. O que é o amor? É aquilo da novela entre o Osvaldo e a Lucinette? É retratável ao menos?Nunca havemos de conhecer o amor. Nunca! É igual ao eu dizer que Deus existe, que é um velho barbudo que se debruça pelas nuvens étéreas e cospe raios, quando nos portamos mal. Perceberam? Se não, passo a explicar.É que nós mesmo antes de pensarmos nesse assunto, já lhe temos a ideia formada, as testemunhas ouvidas, as histórias contadas e os casos de sucesso documentados, tomando o amor como um caso de tribunal e vivendo-o como rotineiro, merecido, algo sem malagueta e pelo qual todo o Humano deve passar. Problema é que,o amor, jamais será garantido, rotineiro e comum, jamais se tornará na mancha cor-de-rosa em que acreditamos...Sempre foi sangrento, emergindo de corações imperfeitos, feios, com artérias e veias enroladas e não de um coração simples, bonitinho e perfeito em toda a sua construção e simetria, rosado e pintado a lápis de cera!
Ele é tão mais do que nos mostram: tão irretratável, tão inexprimível, tão imperfeito, que nos relembra a mortalidade, tão divino, que nos faz acreditar num arquitecto maior que a nossa força. Mesmo para aqueles que afirmam não o terem sentido durante a sua caminhada, ele revela-se o objectivo primário da vida, a "razão" entre as razões, o ouro alquímico que transforma os corações de chumbo, o Nirvana que não pede Budismo!
Depois de lerem estes parágrafos, há que ir directo aos cornos do texto e entender que nada compreenderam sobre o que é o amor.E quem diz do alto da sua importância que eu o compreendo, que eu o senti? E quem o compreende, Hum? Quem é o parvo que diz que o amor são borboletas na barriga, com um encantamento geral,um olhar apaixonado? Que sabe ele? Pelos vistos, não sabe que o amor pode não se expressar e os sintomas serem apenas o que eles são, sem metáforas: uma confusão, uma cólica intestinal, o encanto da aparência e do bom gosto. Assim não há regras no amor, não existem exemplos a seguir nem leis para cumprir, não existem padrões comportamentais que nos levem a acreditar que uma pessoa padece dele, quando pode ser apenas "falso alarme" ou distúrbio mental.
Voltamos assim ao inicio, ninguém consegue definir o amor, dizer que o sente, dizer se é um mito ou se é certamente real.Todos o procuramos (é certo), mas será que algum dia o encontramos, ou seremos arqueólogos fracassados numa busca demente? Quem sabe? Fica a eterna questão.
P.s.: Desculpem se o texto não presta, estava enferrujado.
uau..................não tenho palavras....beijinho Fábio
ResponderEliminarAss: Celeste (mãe do João Porfírio)
Obrigado Celeste :)
ResponderEliminarvery very very well done sir. impressed :)
ResponderEliminarand btw, casablanca?
course, mister Humpfrey Booghart in his best :)
ResponderEliminar