domingo, 1 de julho de 2012

Caravela na tormenta


Há uma caravela de pesadelos,
tão negra como a minha tristeza
e bordada de luz como a tua alma,
que roda no desespero, me chama.
Se inflama e parte para o abismo,
Procurando o meu Sol!

Sei de um marinheiro
Que do mundo inteiro, te escolheu.
Cantou minhas trovas loucas e velhas
Bebeu o espírito do teu sangue
E mo deu a mim, sem remorso,
Prendendo o teu amor ao meu.

Jazia já teu corpo, meu amor
Quando do leme do meu ardor,
Do cimo do mar da minha dor
Roguei aos céus, em oração:

"Era tão bom, gaivota
Que antes de partires, com a minha saudade,
com minha dor esmagada., me levasses
Sem perguntas, onde ela repousa.
Esse repouso tão sagrado como o tempo
Essa cama de sonho, onde eu me quis deitar!
Triste Fado, tão grande o pesar
De não mais te ver, pela minha caravela passar."

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